|
Vacinação contra a Influenza A - H1N1 para os profissionais de saúde.
12/03/2010
Todas as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde no controle da influenza A H1N1 têm sido adotadas no Brasil, até o presente momento. Em função da atual situação epidemiológica da doença, da existência de uma vacina eficaz e sua disponibilidade de produção foi acordado, pela Organização Pan-Americana de Saúde e seus países membros, os objetivos da vacinação: (I) manter o funcionamento dos serviços de saúde envolvidos na resposta à pandemia e (II) diminuir a morbimortalidade associada à pandemia da influenza. Diante deste cenário, ficou estabelecido que o objetivo NÃO será o de contenção da pandemia, tendo sido definidos os grupos a serem vacinados em ordem de prioridade. O primeiro grupo a ser vacinado será o de trabalhadores dos serviços de saúde envolvidos na resposta à pandemia (públicos e privados), seguidos dos demais grupos que apresentam maior risco de desenvolver doença grave ou vir a óbito, a saber: gestantes, população indígena e pessoas com doenças crônicas. No Estado de São Paulo, sob coordenação do Centro de Vigilância Epidemiológica "Prof. Alexandre Vranjac", as secretarias municipais identificaram os serviços de saúde com estas características. Assim, a vacinação, nesta primeira fase, ocorrerá nestes locais. Serviços de Saúde que atendam as prerrogativas estabelecidas pelo Ministério da Saúde e que, por ventura, não foram incluídos nesta fase da campanha deverão estabelecer contato com a Secretaria de Saúde do município onde estão localizados para esclarecimentos. Com a disponibilidade de aquisição de vacina, cada país incluiu na população alvo, após a avaliação epidemiológica, outros grupos de indivíduos saudáveis que apresentam maior risco de adoecer ou morrer. Nas Américas, Brasil, Estados Unidos e Canadá incluíram na população alvo a ser vacinada a parcela mais vulnerável da população saudável. A maioria dos países irá vacinar apenas profissionais de saúde envolvidos na pandemia, gestantes e pessoas com doenças crônicas. No Brasil, está prevista a vacinação de crianças com 2 anos incompletos e adultos de 20 a 39 anos. Tendo em vista ainda não haver dados que possam elaborar modelos preditivos sobre o comportamento da doença, a partir do segundo período da sazonalidade no País faz-se necessário manter um estoque estratégico para realizar a vacinação de forma imediata para novos grupos que possam vir a ser incluídos como de risco para adquirir a influenza pandêmica (A H1N1), além do quantitativo já definido para os grupos de risco evidenciados até o presente momento.
Fonte: COORDENADORIA DE CONTROLE DE DOENÇAS 9 de março de 2010 (extraído da NOTA TÉCNICA - nº11/2010 DEVEP/SVS/MS)
|